LUANDA | HOTEL INTERNCONTINENTAL

2 dias / 4 temas
22 oradores / 6 workshops
Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia

25 à 26 de Maio de 2023

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Maio 17, 2023 Bienal de Luanda0
O Presidente da República, João Lourenço, considerou, recentemente, a confiança e unidade na diversidade dos povos de África, como caminho para o continente alcançar a paz e a reconciliação, bem como gerir e solucionar conflitos.

 

O Chefe de Estado angolano fez essa consideração numa mensagem (virtual) difundida numa sessão do Conselho de Paz e Segurança da União Africana realizada em Adis Abeba, Etiópia.

O Presidente João Lourenço alertou para “os graves problemas” que África enfrenta “onde, lamentavelmente, os conflitos armados agravam o flagelo da fome, da miséria e das doenças”.

O Campeão para a Paz e Reconciliação em África pediu que se deixe “definitivamente para trás o passado conturbado de desentendimento, de desarmonia e de discórdia que condicionou e comprometeu a execução de estratégias de desenvolvimento que ajudariam a impulsionar o nosso crescimento económico e colocar-nos a um nível aceitável de competitividade com outras regiões do mundo”.

João Lourenço na sua intervenção, na qualidade de campeão para a paz e reconciliação em África, sublinhou ainda que é imperativo concretizar os objectivos da agenda 2063 e colocar África na rota do desenvolvimento.

A mensagem marcou o lançamento do “Dia da Paz e Reconciliação em África”, que passa agora a ser comemorado todos os dias 31 de Janeiro, em conformidade com a Declaração da 16ª Sessão Extraordinária da Assembleia da União Africana, realizada em Malabo, Guiné Equatorial, a 28 de Maio de 2022.


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Maio 17, 2023 Bienal de Luanda0
A ministra de Estado para a Área Social, Dalva Ringote, reafirmou, em Luanda, a preocupação do Executivo angolano com a questão do género e empoderamento da mulher na sociedade, permitindo um melhor posicionamento da mesma.

Dalva Ringote fez estas considerações durante o discurso de abertura do colóquio sobre Mulheres, Tradição e Futuro, organizado pelo Grupo de Mulheres Africanas, que decorreu nas instalações do Shopping Fortaleza.

Na ocasião, a ministra de Estado para a Área Social disse que o Executivo angolano tem vindo a definir um conjunto de estratégias que visam, cada vez mais, o posicionamento político e social das mulheres. “E prova disso, é notarmos o número considerável destas bravas senhoras em cargos de elevada responsabilidade no país”, sublinhou.

Dalva Ringote realçou que as mulheres enfrentam vários desafios, mas o ponto mais alto das suas barreiras depende exclusivamente delas, porque as lutas das senhoras começam entre elas mesmos. “Por isso, todas nós devemos caminhar juntas, ajudando-nos cada vez mais, para progredirmos todas e termos um país cada vez melhor”, frisou.


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Maio 17, 2023 Bienal de Luanda0
Angola e a UNESCO manifestaram em Addis Abeba, Etiópia, o interesse em activar o ciclo de preparação da terceira edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz em África – Bienal de Luanda, a realizar-se no próximo ano.

Embaixador Francisco da Cruz recebeu a directora do Escritório da UNESCO junto da União Africana, Rita Bissoonauth .

No encontro, Bissoonauth referiu que a Organização augurou, igualmente, que a III Bienal de Luanda tenha como um dos principais temas a Educação, considerado um importante pilar para o desenvolvimento da humanidade, sublinha a nota da missão diplomática angolana a que o Jornal de Angola teve acesso.

A Bienal de Luanda, que decorre de dois em dois anos, visa promover, de forma permanente e dinâmica, a cultura da paz, que contribui para o reforço da unidade nacional e implica um repúdio inequívoco, individual e colectivo às divisões e à violência que afecta, com graves consequências políticas, económicas e sociais, muitos países de África, em particular, os da região dos Grandes Lagos, colocando em causa o objectivo estratégico de silenciar as armas no continente.

Angola realizou a Bienal de Luanda em Setembro de 2019 e Outubro de 2021, em parceria com a União Africana e a UNESCO, para reforçar o movimento Pan–Africano e a Cultura da Paz e da não violência, fundamentalmente, através do estabelecimento de uma aliança multilateral entre Governos, sociedade civil, comunidade artística e científica, bem como o sector privado e organizações internacionais.


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Maio 17, 2023 Bienal de Luanda0
Na Cimeira da União Africana, líder da ONU disse que apesar de desafios, continente está no caminho do progresso; António Guterres acredita que com esforços e parcerias para enfrentar desafios, 1,4 bilhão de africanos conseguirão alcançar um futuro mais

 

As Nações Unidas saudaram a parceria com a União Africana e o “enorme potencial” do continente a ser concretizado com o trabalho do bloco regional.

António Guterres disse que apesar dos desafios, a África está a caminho do progresso. Ele citou a Agenda 2063, o plano de acção do continente para eliminar males socioeconômicos, e a Década da Inclusão Financeiro-Econômica das Mulheres.

Além disso, o continente é rico em recursos naturais e tem em sua maior riqueza a diversidade de seus povos, culturas e línguas.


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Maio 17, 2023 Bienal de Luanda0
Líderes da África Oriental promovem processo de paz no leste da República Democrática do Congo, com uma nova “matriz” de iniciativas e a ratificação do cessar das hostilidades pelo exército congolês e o M23.

Um acordo foi alcançado numa cimeira extraordinária que teve lugar em Bujumbura, no Burundi, com a presença de chefes de Estado de países da África Central e Oriental e que teve por objetivo discutir a situação de segurança no leste da República Democrática do Congo (RDC).

Numa declaração ratificada pelo Presidente congolês democrático, Félix Tshisekedi, e pelo seu homólogo ruandês, Paul Kagamé, em representação dos dois países em conflito, os presentes na cimeira apelaram mais uma vez à “cessação mediata das hostilidades por ambas as partes” e o fortalecimento “do processo político” para negociar o encerramento definitivo das hostilidades.

Entretanto, dirigentes africanos ratificaram também o seu apoio ao roteiro da paz concluído em Luanda, Angola, em julho de 2022, para resolver a crise diplomática aberta depois de o presidente da RDCongo ter acusado o seu homólogo do Ruanda de apoiar a ofensiva liderada pelo Movimento 23 de Março (M23) na região, acusações que o Ruanda rejeita de forma categórica.

Na província congolesa do Kivu do Norte, o grupo rebelde M23 apoderou-se de grandes territórios ricos em minerais e continua a avançar.